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Desastre ambiental... novamente?!?

Cidade: Barcarena
Estado: Pará
Habitantes: 121.000
Acidente: vazamento de rejeitos de bauxita das barragens da mineradora norueguesa Hydro Alunorte
Situação: contaminação da água por chumbo, comprovado por laudo do Instituto Evandro Chagas (IEC), emitido e divulgado em 22/02/2018

Não parece novidade, a nós, brasileiros, moradores de tantos cantos distantes dos grandes centros do país, que um polo industrial recheado de mineradoras e metalúrgicas venha prejudicar radicalmente o ambiente com o vazamento de seus rejeitos, contaminando a água da rede fluvial que a população tem direito para consumo.

Cozinhar, beber, tomar banho, lavar roupa... Como tocar a vida no dia a dia com a água contaminada com substâncias tóxicas, entre elas o chumbo, que pode provocar grave anemia, de difícil controle e cura, e ainda afetar o sistema nervoso de fetos em mulheres gestantes?

Importante frisar que a maioria dos moradores de Barcarena não possui água encanada em suas casas e depende de poços para retirar a água para consumo doméstico.

Novamente, como ocorreu no gigantesco desastre ambiental em Mariana (MG), em 2015, quando 19 pessoas morreram e nenhum morador que sobreviveu ainda foi indenizado, fica a pergunta: como recuperar, em curto e médio prazo, a rotina da população de Barcarena? Como fornecer uma quantidade suficiente de água potável, diariamente, a todos os habitantes de Barcarena, pelo tempo que for preciso e necessário?

Embora o governo do Pará tenha determinado que a mineradora Hydro Alunorte forneça água potável suficiente a todos os moradores da região, a promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Pará recomendou também ajuda na distribuição de água à população local.



A história se repete


Mineradoras da região de Barcarena são velhas conhecidas do Ministério Público Federal (MPF) por crimes ambientais.

Desde 2006 o MPF exige que a Albras e a Hydro Alunorte, ao lado de outras 4 mineradoras atuantes no polo industrial de Barcarena, forneçam 2 litros diários de água potável por morador e indenizem a população afetada.
Estamos em 2018...

Em 2009 o Instituto Brasil do Meio Ambiente (Ibama) multou a Hydro Alunorte pelo mesmo motivo que vem sendo acusada atualmente, ou seja, vazamento de rejeitos na rede fluvial que abastece a cidade. As multas somam 17,1 milhões de reais e não foram pagas até hoje porque a empresa recorreu.
Estamos em 2018...


Fontes: Agência Brasil, Ibama, UOL

Imagem: Uol Notícias