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Dia Internacional da Mulher

 

Qual o perfil das mulheres brasileiras que sofrem violência? Como a Bioética pode contribuir na discussão de soluções para esses conflitos? Como evitar o constrangimento e a humilhação - frequentes - da mulher que se dirige a uma Delegacia de Defesa da Mulher para denunciar a violência, seja ela doméstica, psicológica, por assédio ou tortura?


Estes e muitos outros temas, como o acolhimento às vítimas de violência de gênero pelas mulheres médicas, a violência contra a mulher no contexto jurídico-familiarista contemporâneo, os aspectos psiquiátricos da violência sexual, além de uma entrevista exclusiva com a autora da Lei Maria da Penha, foram reunidos no livro "Bioética e a violência contra a mulher", que o Centro  de Bioética (CBIO), do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), lançou neste 8 de março de 2018, Dia Internacional da Mulher.

 

Sob a organização de Reinaldo Ayer de Oliveira, Janice Caron Nazareth e Nadir Eunice Valverde Barbato de Prates, a publicação reúne textos que fizeram parte de um simpósio realizado em 2015, pelo CBIO/Cremesp, quando especialistas participaram de um longo debate sobre a violência contra a mulher sob diferentes aspectos, contribuindo de maneira ímpar com informações teóricas e suas experiências no tema.


Para Ayer, Coordenador do Centro de Bioética do Cremesp e docente de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, "a bioética pode ter um papel importante na abordagem da violência, em especial contra a mulher, sobretudo se nesta tarefa ficar explícito que a violência contra a mulher é uma questão de direitos humanos. (...) A ética não está dada. Precisa ser construída a cada dia, de acordo com o aprendizado humano, por meio da experiência, da tomada de decisões e da discussão sobre as consequências dessas decisões."

Lei Maria da Penha


Embora a violência ainda insista em permanecer em diversas regiões do país, muitos homens agressores foram denunciados e punidos desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor no Brasil, em setembro de 2006. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2015, demonstram que a Lei Maria da Penha contribuiu para a diminuição de cerca de 10% na taxa de homicídios contra mulheres praticados no ambiente familiar.


 

Você pode fazer o download desta publicação, na íntegra, acessando o acervo da Biblioteca do Cremesp em:

Bioética e a violência contra a mulher


Créditos da imagem da rotatória: Moacir Barbosa (ilustração de Vectoring/iStockphoto)