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Núcleo de Violência Sexual do Pérola Byington sob nova coordenação

O Núcleo de Violência Sexual e Aborto Previsto em Lei do Hospital Pérola Byington tem, desde abril, um novo nome na sua coordenação: a médica ginecologista Alessandra Giovanini. Organizações pró-aborto não veem com bons olhos a saida do também ginecologista Jefferson Drezett, que deixa o cargo depois de 24 anos à frente do Núcleo.

Para o Grupo de Estudos Sobre o Aborto (GEA), que reúne médicos, juízes e intelectuais em defesa do tema, a substituição de Drezett por Giovanini representa “uma grave ameaça aos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos no Brasil”. E este foi o teor do comunicado que a instituição divulgou para seus associados, solicitando uma posição firme das entidades que compõem o grupo.

Segundo o médico Thomaz Gollop, coordenador do GEA e membro da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista por Lei da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), "tão importante quanto o atendimento oferecido pelo Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Pérola Byington é ter à sua frente pessoas comprometidas e trabalhadoras, como o Dr. Jefferson Drezett. Sem ele, não sabemos qual será o rumo do serviço, muito menos a quem deverão recorrer as pacientes caso seja extinto”.

A nova coordenadora

Médica ginecologista, Alessandra Giovanini foi residente do Hospital Leonor Mendes de Barros quando Jefferson Drezett era responsável pelos plantões. Ele a convidou para trabalhar no Pérola Byington, onde está atuando desde 1996. A partir de 2000, começou a atender mulheres vítimas de violência na emergência do hospital. Com a saída de Drezett em abril, foi convidada a assumir a coordenação do serviço.


O Pérola Byington

Apesar do Hospital Pérola Byington estar enfrentando um período de grandes dificuldades (como todos os setores públicos de saúde deste país), o serviço de aborto legal da instituição, inaugurado em 1994, é recordista nacional em interrupções de gravidez previstas em lei (casos de estupro, risco de vida à mãe e feto anencéfalo).

O hospital sempre se destacou pela eficiência e qualidade do atendimento às vítimas de violência e é um dos poucos centros do Brasil a respeitar integralmente a legislação, realizando abortos em todas as circunstâncias previstas em lei, sem criar obstáculos ou dificultar ainda mais a vida de quem já sofreu em demasia.

História

O serviço de aborto legal, pioneiro no país, foi inaugurado em 1989 e era realizado pelo Hospital Municipal Arthur Ribeiro Saboya, conhecido como Hospital Jabaquara, na zona sul de São Paulo, desativado há alguns anos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, na época, o encerramento das atividades da instituiçãol foi decorrente da aposentadoria dos profissionais que atuavam na equipe responsável pelo setor.



Fontes:
portalhospitaisbrasil.com.br
cebes.org.br
uol.com.br