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Indígena brasileira recebe prêmio de Direitos Humanos da ONU: Joênia Wapichana, primeira advogada indígena do Brasil, integra a tribo com o mesmo nome, em Roraima

 

Joênia Wapichana (foto), primeira advogada indígena do Brasil, recebeu, em 18 de dezembro, o prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas ao lado da advogada de direitos humanos no Paquistão, Asma Jahangit; da ativista dos direitos das meninas na Tanzânia, Rebecca Guymi, e da fundação Front Line Defenders da Irlanda.

Wapichana integra a tribo de mesmo nome, localizada no norte do Brasil, e foi escolhida como a primeira presidente da Comissão Nacional para a Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas. A ativista também se tornou a primeira mulher indígena a ser eleita, no país, para a Câmara dos Deputados neste ano de 2018. Candidata pelo Estado de Roraima, ela recebeu mais de 8 mil votos nas eleições de outubro.

Com trajetória de vida impressionante, ela foi a primeira indígena a se formar em Direito no país em 1997. Também foi pioneira, em 2004, a denunciar as violações do Estado brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington. Em 2008, se tornou a primeira a defender um caso no Supremo Tribunal Federal e em 2011 se tornou novamente a primeira mulher indígena a completar um mestrado em uma universidade dos Estados Unidos.

Após receber a premiação em Nova York, na sede da ONU, Wapichana reiterou a importância desse reconhecimento "porque no Brasil, neste momento, continuamos sofrendo um implacável ataque contra nossos direitos e nossa herança cultural", alertou.

Joênia nasceu na Raposa do Sol, um dos últimos alvos dos discursos de Jair Bolsonaro sobre demarcações.



Fonte: nacoesunidas.org

Foto: Agência Brasil