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IDH: Brasil segue estagnado e ocupa a 79a. posição no ranking global

Neste 14 de setembro o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou os números globais para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quando analisou e classificou 189 países em uma escala que vai de zero a um (quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano). O IDH avalia o progresso dos países com base em três dimensões: saúde, educação e renda.

Os indicadores brasileiros de 2017 mostram que o país ficou estagnado no ranking mundial pelo terceiro ano consecutivo. Pior: quando o tema avaliado é exclusivamente desigualdade, ou distribuição desigual dos ganhos do IDH , caímos 17 posições, despencando de 0,759 para 0,578 (uma queda de 23,9% no IDH), o que coloca o Brasil na categoria de "médio" desenvolvimento. Entre os países da América do Sul, somos o terceiro país que mais perde percentualmente neste índice, atrás do Paraguai (25,5%) e da Bolívia (25,8%)...

Embora perceba-se uma pequena melhora no IDH brasileiro relacionado aos índices de saúde, os números que dizem respeito à educação se mantiveram os mesmos. Desde 2015 o país está parado no levantamento que mede a expectativa dos anos de escolaridade dos cidadãos (15,4), e a média de anos de estudo do brasileiro também é a mesma de 2016 (7,8).

Já com relação à renda nacional bruta (RNB), dimensionada em dólares, o Brasil passou de US$ 13.730 para US$ 13.755, mas não alcançou ainda o valor de 2015, quando a RNB era de US$ 14.350. E as diferenças associadas a este índice chegam ao gênero. O levantamento mostra que o IDH dos homens brasileiros é de 0,761, enquanto o das mulheres é de 0,755. Embora as mulheres tenham maior expectativa de vida e indicadores melhores na área de conhecimento, elas ganham 42,7% menos do que homens. A pesquisa mostra que elas recebem 10.073 ppp, enquanto eles, 17.566.

Concluindo, o levantamento realizado pelo Pnud demonstra que, além da estagnação, o Brasil continua sendo um país extremamente desigual.


Outras informações do levantamento, acesse:
Pnud Brasil

 


Fontes:
http://www.br.undp.org
https://exame.abril.com.br


Imagem capa: PNUD Brasil