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“Justiça para Marielle - Vidas Negras e Periféricas Importam”



Com o mote acima, um ato público pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorridos em 14 de março de 2018, foi realizado na noite desta quinta-feira, em São Paulo.

A frase “A Marielle perguntou: quantos mais têm que morrer para essa guerra acabar?”, publicada em uma mensagem pela ativista um dia antes de morrer, foi entoada por uma multidão que lembrou um ano da morte de Marielle.

Cartazes, blusas e adesivos com o rosto da vereadora equiparam milhares de pessoas, que saíram da Praça Oswaldo Cruz (em frente ao Shopping Paulista) e caminharam pela Avenida mais famosa da cidade, cobrando respostas das autoridades sobre a identificação e prisão dos mandantes desse crime bárbaro.    

A programação da manifestação incluiu uma aula pública sobre o legado de Marielle, ministrada por Jupiara Castro (fundadora do Núcleo de Consciência Negra da USP) e Erica Malunguinho (primeira deputada estadual transgênero de São Paulo). Contou com a presença da editora N-1, que publicou o livro "UPP - A redução da favela a 3 letras", escrito por Marielle; com as participações do Padre Julio Lancellotti e Mãe Sandra de Xadantã, além de falas políticas de representantes de ONGs e movimentos pelos direitos humanos.

Vários artistas prestigiaram do evento, entre eles o grupo Clarianas, Sarau das Pretas (Jô Freitas) e o bloco feminino Ilú Obá de Min.  

A caminhada foi encerrada com a leitura do manifesto pelas parlamentares mulheres.

 

 

Imagem: nacoesunidas.org