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Nature: ciência e meio ambiente ameaçados com novo governo

“O novo presidente do Brasil aumenta a ameaça global à ciência”. Este é o principal mote veiculado pela conceituada revista científica britânica Nature, a partir de uma reportagem escrita pelo jornalista americano Jeff Tollefson, denunciando as articulações da “coalizão conservadora que domina o Congresso brasileiro” para acabar com importantes regulamentações ambientais e comprometer o avanço de pesquisas científicas no país.

 

O texto destaca que a economia do Brasil está em ruínas, a violência aumentou drasticamente e o desmatamento está em alta. E agora o país elegeu como presidente Jair Bolsonaro, também citado pela revista britânica The Economist, como “um demagogo de direita” com uma agenda antiambiental.

 

Segundo a Nature, cientistas, acadêmicos e ambientalistas brasileiros têm alertado sobre as políticas ambientais de Jair Bolsonaro - assim como suas tendências antidemocráticas - há meses, e afirma que existem razões para se preocupar – tanto para quem mora no Brasil como para outros países.

 

O texto lembra que, como deputado, Bolsonaro votou várias vezes com a bancada ruralista, que busca ativamente enfraquecer as regulamentações ambientais: "Bolsonaro propôs tirar o Brasil do acordo climático de Paris em 2015 e eliminar os ministérios da Ciência e do Meio Ambiente, reorganizando-os sob o Ministério da Agricultura", afirma o texto. Também enfatiza que na região amazônica, Bolsonaro busca promover a expansão agrícola e industrial em detrimento das proteções ambientais e dos direitos das comunidades indígenas.

 

Outra área que, segundo a Nature, gera grande preocupação é a da Ciência e Tecnologia. De acordo com a matéria, os graves problemas orçamentários do Brasil fizeram com que os pesquisadores lutassem bravamente por anos para que a nação cumprisse seu enorme potencial científico com investimentos irrisórios. Acreditem: o texto avalia que o orçamento federal para a Ciência caiu drasticamente ao longo de quase uma década e, hoje, tem aproximadamente apenas um terço do seu nível de 2010. E mais: visualiza mais cortes no setor para 2019.

 

Para ter acesso ao texto original, na íntegra, clique AQUI.

 

 

Fontes:

Nature
The Economist
Carta Capital
Galileu

 

Imagem da home: Exame/Abril