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10 de Dezembro: 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O que comemorar?

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Este é a primeira cláusula das 29 restantes, que reúne artigos indivisíveis, interdependentes e inter-relacionados. O texto, histórico, foi aprovado em 10 de dezembro de 1948,  em Paris, por unanimidade (48 votos a 0), durante sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Nascia a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), preconizando “o advento de um mundo em que todos gozem da liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viver a salvo do temor e da necessidade”.

 

Impõe-se uma profunda reflexão a todos: como comemorar, em dezembro, os 70 anos destes 30 artigos que instituem o respeito à dignidade humana em um mundo recheado de desigualdades sociais como o de hoje? Como comemorar em meio ao horror da fome, da tortura, de execuções e de toda espécie de violência física e emocional que ocorrem nos quatro cantos do planeta?

 

Relatos cotidianos não faltam: agressões, intimidações, comportamentos excludentes e segregantes, estão cada vez mais frequentes. Estamos nos acostumando a eles? Toda essa onda de desrespeito e insensibilidade coloca o mundo em alerta. Estamos cientes desse alerta?

 

Segundo a ONU os direitos humanos são inerentes a cada pessoa, simplesmente por ela ser humana, independente de nacionalidade, etnia, sexo, religião ou qualquer outra circunstância. Todos, independente de classe social ou de onde nasceu, devem ter acesso aos direitos fundamentais do ser humano. Direito à saúde, moradia, alimentação, trabalho e, especial e fundamentalmente, direito a manifestar suas opiniões de forma livre e independente.

 

O que pensam os brasileiros

 

Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos (maio 2018) mostram que 63% dos brasileiros se declaram a favor dos direitos humanos. Entretanto, seis em cada 10 entrevistados acham que “os direitos humanos apenas beneficiam pessoas que não os merecem, como criminosos e terroristas”. Entre os participantes da enquete, 21% chegaram a se manifestar “contra” a simples existência de direitos humanos, e pasmem:  28% afirmaram que “direitos humanos não significam nada no meu cotidiano”. Quando essa questão é considerada, o número de brasileiros que pensa dessa maneira fica atrás apenas da Arábia Saudita e da Índia...


A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH)

 

Aprovada em 1948 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o texto é a base da luta universal contra a opressão e a discriminação. Defende a igualdade e a dignidade das pessoas, garantindo os direitos humanos e a liberdade a todos os cidadãos, sem qualquer tipo de discriminação por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade ou qualquer outra razão. Também preconiza a igualdade perante a lei e a liberdade de expressão, além de estabelecer o direito, de todos, à saúde, ao trabalho e à educação.

 

Acesse o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na íntegra, AQUI.



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Fontes:

UNESCO
OutraSaúde/OutrasPalavras
Pulso Brasil/Ipsos

 

Imagem capa: Rita Vicari (Unsplash)