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O desmonte do SUS e das políticas públicas para os mais vulneráveis. HIV/Aids perde sua exclusividade em campanhas de informação e na abordagem focada nos pacientes

O Governo Federal alterou, por Decreto Presidencial, em 17 de maio de 2019, a estrutura e o nome do departamento responsável pelo combate à Aids, no Ministério da Saúde. O agora Departamento de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), Aids e Hepatites Virais, será responsável por politicas públicas relacionadas também a doenças como tuberculose e hanseníase, e não mais exclusivamente ao HIV/Aids. Isso representa um descaso, inimaginável, com uma doença que atinge os mais vulneráveis em ritmo acelerado: de acordo com dados do próprio Ministério da Saúde, são 40 mil novos casos por ano.

Como secundarizar as políticas públicas em um setor tão importante por meio de uma decisão unilateral, sem dialogar com a sociedade civil? O tema não foi sequer discutido na Comissão Nacional de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais (Cnais) e tampouco na Comissão Nacional de Articulação com Movimentos Sociais (Cams).  

Um manifesto conjunto assinado pela Articulação Nacional de Luta contra a Aids (Anaids), Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp), Grupo de Apoio e Prevenção à Aids no RS (Gapa/RS), Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP-Brasil), alerta: "Não se trata apenas de uma questão de nomenclatura: é o fim do Programa Brasileiro de Aids. O governo, na prática, extingue de maneira inaceitável e irresponsável, um dos programas de Aids mais importantes do mundo e que foi, durante décadas, referência internacional na luta contra a Aids".

Acesse a íntegra da Nota das seis entidades: Política de morte: o fim do Departamento de Aids


Em tempo

Acompanhe, AQUI, as principais questões levantadas por Gabriel Galli* sobre o assunto, divulgadas no portal www.sul21.com.br, e que comprovam o total descaso do Governo Federal com as políticas públicas de saúde, especialmente aquelas direcionadas a pessoas com HIV/aids, incluindo aí, até mesmo, a descontinuidade das campanhas de informação e prevenção ao HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

*Galli é ativista dos Direitos Humanos, fundador do grupo Freeda – Espaços de Diversidade, atualmente assessor na Câmara dos Deputados.


Fontes:
Revista Fórum
Folha/Uol
G1