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Novo recorde brasileiro... de homicídios em 2017. Dados do Atlas da Violência (IPEA)

A disputa sangrenta entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas no Norte e Nordeste do país está colocando o Brasil como recordista em homicídios. Esta é a conclusão do Atlas da Violência 2019, divulgado oficialmente neste dia 5 de junho.

O levantamento, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostra números aterradores: foram 65.602 mortes violentas em 2017, representando um crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior. Acredite, a taxa de homicídios no Brasil chegou a 31,6 mortes a cada 100 mil habitantes!

De acordo com o Atlas, o Rio Grande do Norte é o Estado mais violento do país, com 62,8 homicídios por 100 mil habitantes. O Estado de São Paulo apresentou o menor índice, com uma taxa de 10,3 mortes. Os dados mostram, ainda, que 15 Estados tiveram aumento de assassinatos quando comparados a 2016, apontando que o maior crescimento ocorreu no Ceará (49,2%).

A pesquisa mostra, também, que a onda de violência, iniciada no sistema penitenciário, foi determinante para o aumento da criminalidade do Norte e do Nordeste, principalmente nos extremos da rota do tráfico, que transformou o Brasil em um corredor de exportação de cocaína para a Europa e a África. Segundo o Atlas, "os conflitos envolvendo as facções também ocorreram de modo heterogêneo, havendo maiores concentração de escaramuças em Estados como Acre, Amazonas, Ceará e Rio Grande do Norte".

Quando os números consideram o perfil dos assassinatos no Brasil, há a confirmação do que todos nós já sabíamos: mais de 90% são homens, 73,1% são homens negros e 74,6% dos homens tinham apenas 7 anos de estudo. Pior: os dados do Atlas da Violência mostram que a crise dos homicídios é mais grave entre os jovens, pois na faixa entre os 15 e os 29 anos, a taxa de homicídios chega a 69,9 mortes a cada 100 mil habitantes.

Os números também são preocupantes quando envolvem a violência de gênero. Em 2017, segundo o Atlas, houve 4.936 homicídios contra mulheres, um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior, sendo que 28,5% deles ocorreram no ambiente doméstico.

Quer acessar a íntegra do documento? Clique em ATLAS DA VIOLÊNCIA 2019


Fontes:
Ipea
Uol