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Nobel: premiações de 2019 têm destaques essenciais e objetivos


Ratcliffe, Semenza e Kaelin

 

"Identificar o maquinário molecular que regula a atividade dos genes em resposta à variação nos níveis de oxigênio, um dos processos mais essenciais de adaptação da vida", foi o trabalho apresentado por um pesquisador britânico e dois americanos: Peter Ratcliffe, William Kaelin e Gregg Semenza, respectivamente, e que levaram o Nobel de Medicina deste ano.

 

Traduzindo, os três cientistas descobriram como as células "sentem" e se adaptam às mudanças nos níveis de oxigênio disponíveis no corpo, identificando os componentes responsáveis pela regulação dos genes que respondem a essas alterações. Assim, haveria uma explicação para como nosso organismo consegue se adaptar a diferentes situações que vivemos em nossa vida, desde a prática de exercícios físicos até o enfrentamento de grandes altitudes. Sabe-se que o sensor de oxigênio celular é um mecanismo fundamental no câncer e em doenças cardiovasculares e a revelação dos cientistas pode demonstrar como os níveis disponíveis de oxigênio influem no metabolismo celular e na função dos tecidos.

 

O prêmio outorgado aos três é de nove milhões de coroas suecas, ou seja, 4,2 milhões de reais.

 

Nobel de Economia

Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer, foram premiados pelo trabalho direcionado ao desenvolvimento de políticas e incentivos capazes de beneficiar populações carentes e de alta vulnerabilidade. Reduzir a pobreza e a desigualdade social no planeta é o maior desafio da atualidade. Banerjee e Duflo têm um filho e são professores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT). Kremer é professor na Universidade Harvard.

 

Nobel da Paz

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, por sua iniciativa decisiva na resolução dos conflitos fronteiriços com a vizinha Eritreia, no leste da África, ganhou o 100º Prêmio Nobel da Paz. Ahmed Ali contribuiu para colocar fim ao conflito que se arrastava há 20 anos na região. Desde que assumiu o cargo, em 2 de abril de 2018, ele iniciou uma verdadeira revolução democrática em seu país, apoiando a presidência de Sahle-Work Zewde, a única mulher chefe de Estado na África, e nomeando um Governo paritário, além de outras reestruturações de impacto para o país.

 

Nobel de Química

John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino, embora não trabalhassem juntos, contribuíram para o desenvolvimento das baterias de íons de lítio, usadas hoje em celulares, notebooks e até mesmo em carros elétricos. Esse tipo de bateria, por ser recarregável, leve e poderosa, armazena o dobro de energia do que uma bateria de hidreto metálico de níquel, e três vezes mais do que uma bateria de níquel cádmio. Os três dividiram a premiação do Nobel de Química de 2019.

 

Nobel de Física

James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz, embora pesquisadores da mesma ciência, não foram premiados todos pela mesma pesquisa. Peebles é um dos responsáveis por uma descoberta de quase 50 anos atrás, essencial para compreender o surgimento e evolução do Universo: previu a existência de uma radiação confirmada como uma espécie de “eco” do Big Bang. Já Mayor e Queloz descobriram o primeiro planeta fora do Sistema Solar, há 50 anos-luz da Terra, e batizado de 51 Pegasi B. 

 

 

Fonte: https://www.bbc.com

Imagem: google.com