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Mapa da Desigualdade do Estado de São Paulo

 

 

 

Ao comparar noventa e seis distritos da capital quanto à qualidade de vida e violência, o Mapa da Desigualdade Social 2019, publicado pela Rede Nossa São Paulo neste 5 de novembro, mostrou a desigualdade chocante entre os moradores da periferia e aqueles que vivem nos grandes centros urbanos, comprovando a grave distância socioeconômica entre as regiões.

 

Os dados de 10 diferentes áreas e 53 indicadores mostram a realidade dos distritos da capital paulista através do “desigualtômetro”, que evidencia a diferença entre a melhor e a pior região para cada um dos indicadores.

 

De acordo com a Rede, o levantamento atual, além de confirmar os índices comparativos da violência contra a mulher (incluindo o feminicídio) entre as regiões periféricas e centrais, também avalia a violência homofóbica e transfóbica, a violência relacionada ao racismo e injúria racial, e inclui informações sobre educação, saúde, cultura e habitação em cada um dos distritos da cidade considerados.

 

E os resultados não surpreendem. Destacamos alguns:

 

- Brasil é o segundo país do mundo que mais concentra renda: 50% da população é muito pobre, 1% é muito rica;

- Mortalidade infantil: índice vai de 1,1, registrado em Perdizes (zona Oeste), para 24,6, em Marsilac (Zona Sul);

- Cidade Tiradentes: habitantes morrem em média aos 57 anos, 23 a menos se comparados aos moradores de bairros da região central da cidade (em Moema, por exemplo, a idade-limite é em média 80 anos);

- Jardim Ângela: conseguir um emprego na região, com carteira assinada, é cem vezes mais difícil do que na região central da cidade;

- A violência contra a mulher mostrou índices estarrecedores, principalmente quando o foco são as moradoras dos bairros periféricos da capital paulista: os feminicídios aumentaram 167% em toda a cidade, e as ocorrências de violência, 51%. Os distritos da Sé e Barra Funda concentram as maiores taxas de ocorrência nos dois indicadores;

- Outra informação importante divulgada no Mapa: 11 dos 53 indicadores de desigualdade dispõem de um ranking de zeros. Entre os três indicadores com maior número de zeros estão “Cinemas”, “Centros culturais, casas e espaços de cultura” e “Museus”.

 

 

Observação: a Rede Nossa Saúde São Paulo informa que os dados coletados foram gerados e fornecidos pela Prefeitura do Município de São Paulo, e que apenas realiza cálculos com base nesses números (fornecidos em plataformas oficiais ou via Lei de Acesso à Informação - LAI) e que, assim, se isenta de responsabilidade na falta de dados ou erros naqueles fornecidos.

 

 

Acesse a íntegra do levantamento:

 

APRESENTAÇÃO DO MAPA DA DESIGUALDADE 2019

 

TABELAS COMPLETAS DO LEVANTAMENTO

 

 

 

Fonte: Rede Nossa São Paulo