notíciassbb


"Alma não tem cor": consciência negra deve ser exercida todos os dias e não somente no dia 20 de novembro de todos os anos...

 

 

 

Refletir sobre a importância do povo e da cultura africana no Brasil, e o enorme impacto que esse legado exerceu no desenvolvimento da identidade cultural brasileira é o principal objetivo de lembrar, no dia 20 de novembro, como a presença afro-brasileira foi e é fundamental em áreas como música, gastronomia, política e religião na construção do nosso país. E esta conscientização reforça a luta diária da população negra por direitos iguais e por justiça social, emergjndo as discussões por sua representatividade na comunidade como um todo, a partir de suas origens. 

 

Mas, apesar de alguns avanços, as diferenças persistem. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a população que se declara da cor preta foi a única que apresentou aumento na taxa de desemprego. Entre eles, o desemprego subiu de 14,5% para 14,9% do segundo para o terceiro trimestre de 2019.

O estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil (IBGE) faz uma análise das desigualdades entre brancos e pretos ou pardos ligadas ao trabalho, à distribuição de renda, à moradia, à educação, à violência e à representação política. Vale a pena conferir o estudo na íntegra (veja link ao final da matéria).

Principais conclusões:

1) Educação: Aumenta o percentual de estudantes pretos ou pardos no nível superior, mas a desigualdade de cor ou raça ainda permanece;
2) O índice de analfabetismo de pretos ou pardos diminuiu de 9,8% (2016) para 9,1% (2018), mas ainda é o maior que de brancos (3,9%);
3) Mercado de trabalho: 64% dos desocupados são pretos ou pardos;
4) Pretos ou pardos recebem menos do que os brancos independentemente do nível de escolaridade;
5) Somente 29,9% dos cargos gerenciais são exercidos por pretos ou pardos;
6) Distribuição de renda: pretos ou pardos representam 75,2% do grupo formado pelos 10% da população com os menores rendimentos;
7) Condições de moradia: 44,5% dos pretos ou pardos vivem em domicílios com a ausência de pelo menos um serviço de saneamento básico;
8) Violência: pretos ou pardos têm 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que brancos;
9) Mais da metade dos alunos pretos ou pardos estudavam em estabelecimentos localizados em áreas vulneráveis para a ocorrência de atos violentos;
10) Representação política: apenas 24,4% dos deputados federais, 28,9% dos deputados estaduais e 42,1% dos vereadores eleitos são pretos ou pardos.

Em tempo

O Dia da Consciência Negra é lembrado em 20 de novembro em alguns estados e municípios brasileiros, para homenagear um pernambucano que nasceu livre, mas foi escravizado aos seis anos de idade. Seu nome era Zumbi. Anos depois ele voltaria para sua terra natal e seria líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.

A data foi estabelecida pelo projeto Lei nº 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que criou oficialmente o Dia da Consciência Negra, sem obrigatoriedade de feriado. No entanto, mais de mil municípios consideram a data feriado.

Para ter acesso ao Estudo completo do IBGE clique em: DESIGUALDADES SOCIAIS POR COR OU RAÇA NO BRASIL


Fonte: Agência IBGE

Imagem: Google