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Estação Comandante Ferraz foi reinaugurada neste 15 de janeiro de 2020

 


Imagem externa do complexo da Estação Comandante Ferraz
(Foto de Maurício de Almeida - TV Brasil)

 

 

Com inauguração oficial reagendada para esta quarta-feira, 15 de janeiro de 2020 (em razão do mau tempo), a Estação Comandante Ferraz retoma suas pesquisas, interrompidas bruscamente em 2012, quando suas instalações sofreram um incêndio de grandes proporções, provocando a morte de dois militares e a perda de 70% de toda sua estrutura.

 

O complexo da atual Estação, com mais de 4.5 mil metros quadrados, está localizado no mesmo local da estrutura anterior, na Península Keller, na ilha Rei George (Baía do Almirantado). O prédio central, construído ao lado da atual base, que ainda está com estrutura provisória, exigiu investimentos de cerca de 400 milhões de reais (US$ 99,6 milhões).

 

As novas instalações poderão acomodar até 64 pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar, criado em 1982): em 17 laboratórios e com equipamentos de última geração, os cientistas poderão realizar estudos em diversas áreas de interesse para o planeta, entre elas Oceanografia, Meteorologia, Biologia, Antropologia e Glaciologia.

 

Segundo informações da Agência Brasil, entre os primeiros grupos a trabalhar na base brasileira estão os cientistas da Fiocruz, que farão estudos na área de microbiologia a partir da análise de fungos encontrados somente na Antártica, avaliando o potencial medicinal desses microrganismos. Também já está confirmada a presença da Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia), que irá desenvolver projetos meteorológicos.

 

A nova estação Antártica

 

A partir de um projeto de reconstrução totalmente brasileiro, o prédio principal da Estação Comandante Ferraz foi dividido em 3 blocos: Leste, Oeste e Técnico. No bloco Leste ficam os espaços de pesquisas, serviços e áreas de convivência. No bloco Oeste, uma área privada da base, é onde deverão morar os pesquisadores, que também inclui áreas de convívio. Já o bloco Técnico abriga o controle da rede elétrica, sanitária e automação da estação, além de equipamentos para tratamento da água e esgoto, geradores, sistemas de aquecimento e incinerador de lixo.

A nova estrutura consegue suportar ventos de até 200 quilômetros por hora, além de grandes nevascas. A estação está equipada com sistemas de detecção, alarme e combate a incêndios. Tem ainda uma usina eólica para aproveitar os ventos antárticos, placas para captar energia solar e gerar energia, principalmente no verão, quando o sol brilha mais de 20 horas por dia.

 

Importante lembrar que os cientistas brasileiros estão há mais de 30 anos realizando pesquisas contínuas no continente por meio do Programa Antártico e que trabalhos são desenvolvidos não apenas na estação da Ilha Rei George, mas também no navio Almirante Maximiliano e em acampamentos montados em diversos pontos da Antártica.

 

Fontes:
Agência Brasil
G1

 

Foto home: Divulgação/Marinha do Brasil