notíciassbb


OMS divulga lista de desafios urgentes para a saúde até 2030, alertando para que os países se preocupem mais com ameaças externas do que internas

 

Guiar os investimentos em saúde, para evitar um cenário ainda pior no futuro, foi o principal objetivo de um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O texto faz um sério alerta para o fato dos países se preocuparem mais com as ameaças internas e externas, como o terrorismo, e esquecerem que algo pequeno como um vírus, por exemplo, pode vir a ser ainda mais mortal e devastador do que qualquer disputa física.

Para o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “Essa lista de desafios e ações, desenvolvida com opiniões dos nossos especialistas ao redor do mundo, reflete uma profunda preocupação com os nossos líderes, que estão falhando em investir recursos suficientes em prioridades da saúde, colocando vidas e economias sob risco.”

O documento também destaca os maiores riscos que os países em desenvolvimento (como o Brasil), poderão enfrentar, em um futuro próximo, com as mudanças climáticas. E as projeções não são nada otimistas: a OMS mostra que os custos com a saúde devem alcançar os 4 bilhões de dólares em 2030, e que perto de 250 mil pessoas podem morrer, por ano, entre 2030 e 2050, com doenças associadas ao aquecimento global, que agravam aquelas transmitidas por vetores, como como malária e zika, além das provocadas pela água, como diarreia.

Informar, conscientizar, agir

 

Ao listar os principais desafios, a OMS também incluiu a descrição de cada um deles e o que já está fazendo para transformar o cenário atual e minimizar seus efeitos em curto e médio prazo. Os itens não foram listados em ordem de prioridade, pois todas as questões são urgentes e a grande maioria delas está interligada, exigindo iniciativas conjuntas.

Entre as ações urgentes citadas pelo documento da OMS estão:

1 - associar a saúde ao debate sobre o clima;
2 - estender e/ou expandir ações de saúde nos conflitos e nas crises;
3 - tornar a assistência à saúde mais justa;
4 - expandir o acesso aos medicamentos;
5 - erradicar/eliminar as doenças infecciosas;
6 - preparar-se para epidemias;
7 - proteger a população de produtos perigosos;
8 - investir nos profissionais que defendem nossa saúde;
9 - manter os adolescentes seguros;
10 - ganhar a confiança da sociedade;
11 - aplicar e usufruir de novas tecnologias;
12 - preservar os medicamentos que nos protegem;
13 - manter transparentes/claros os cuidados com a saúde.  



Acesse também:

O documento da OMS na íntegra

O que representa a Década da Ação


Fonte: https://www.who.int
 
Imagem home: pexels.com