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Nilza Diniz, professora da UEL, é a única representante brasileira a integrar o Comitê Mundial Emergencial de Ética para a Pandemia da COVID-19

 

 

Realizar debates sobre o novo coronavírus, produzir estudos científicos, relatórios e artigos, e ainda avaliar mudanças de protocolos para atendimento de pessoas com sintomas da COVID-19, são apenas alguns dos desafios enfrentados pela professora Nilza Maria Diniz (foto), do Departamento de Biologia Geral do Centro de Ciências Biológicas da UEL  (Universidade Estadual de Londrina), única brasileira a integrar o WeCope - World Emergency COVID19 Pandemic Ethics Committee, ou Comitê Mundial Emergencial de Ética para a Pandemia da COVID-19, em português.

 

O Comitê, que reúne PHDs de países de todos os continentes, é considerado independente: "Não temos relação com grupos econômicos ou governos", informa a professora. Além dela, representante do Brasil, há pesquisadores do Chile, Índia, Turquia, Canadá, Estados Unidos, Japão, Líbano, Tunísia, Tajiquistão, Tailândia, Taiwan, Bangladesh, África do Sul, Iraque, Paquistão, Coréia do Sul, Nova Zelândia, Filipinas, entre outros.

 

Diniz explica que o WeCope tem sua base em cientistas do Eubios Ethics Institute - vinculado à American University of Sovereign Nations (AUSN). A instituição oferece mestrado e doutorado, na modalidade a distância, abordando temas como bioética, saúde pública, paz, sustentabilidade, entre outros. De acordo com a professora, "O comitê é um grupo multiprofissional, multidisciplinar e transcultural porque envolve pessoas de diferentes áreas e culturas".

 

O uso de máscaras como medida de prevenção é um dos tópicos discutidos no grupo, revela a pesquisadora brasileira. Não faz parte da cultura dos brasileiros usar este acessório de maneira rotineira, e este fato estimulou vários debates no início da pandemia  da COVID-19 no país, sugerindo que a população deixasse as mesmas para uso exclusivo dos profissionais de saúde.  "Em outros países, esse é um recurso usado há muito tempo. Eu tenho máscaras que comprei em 2009 [países da Ásia]", completa Diniz. Infelizmente apenas com o avanço no número de casos do novo coronavírus no país que muitos prefeitos e governadores decidiram por exigir, sob decreto, o uso obrigatório de máscaras em lugares públicos.

 

A mudança de protocolos para atendimento de pessoas com sintomas da COVID-19 foi outro tópico em debate no Comitê. Ainda hoje, muitos pacientes com sintomas leves são orientados a voltar para casa e ficar em isolamento: "Se essa pessoa fosse atendida, logo nos primeiros sintomas, as chances de ela viver seriam maiores se comparadas quando ela já chega ao hospital em estado grave", alerta a professora. De acordo com Diniz, as estatísticas mostram que boa parte dos pacientes admitidos no serviço de saúde - quando estão em estado grave - acaba morrendo. "São questões que passam pela abordagem ética", finaliza.

 

 

Fonte: https://m.bonde.com.br