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"The Lancet": maior estudo já realizado mostra riscos da hidroxicloroquina/cloroquina na COVID-19

 
(Foto: "The Lancet" - Amlan Mathur)

 

 

"A hidroxicloroquina e cloroquina, administradas em combinação com um macrolídeo de segunda geração, estão sendo amplamente utilizadas no tratamento de pacientes com a COVID-19, embora não haja evidências conclusivas de seu benefício. Em geral seguras, quando prescritas corretamente para doenças autoimunes ou malária, a eficácia e a segurança desses esquemas de tratamento são pouco avaliados para a COVID-19."

Importante: nenhuma evidência de benefícios foi observada com o esquema de tratamento do estudo, mas, sim, um aumento representativo no risco de arritmias ventriculares e de morte hospitalar nos pacientes internados com COVID-19. Esses achados sugerem que os esquemas "terapêuticos" que utilizam hidroxicloroquina ou cloroquina não devem ser administrados fora de ensaios clínicos randomizados ou sem a confirmação ética e científica dos resultados dos mesmos.

Estes alertas fazem parte de um estudo divulgado neste 22 de maio de 2020 pela conceituada revista centífica britânica "The Lancet",  envolvendo a observação de mais de 96.000 pacientes hospitalizados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020. Entre eles, 46,3% eram mulheres e a idade média dos internados foi de 53,8. A pesquisa foi realizada em 671 hospitais de 6 continentes.

De acordo com Mandeep Mehra, líder do estudo e diretor do Brigham and Women's Hospital Center for Advanced Heart Desease (Boston, EUA), "Este é o primeiro estudo em larga escala a encontrar evidências robustas estatisticamente significantes de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina não traz benefícios a pacientes com SarsCov-2".



ACESSE O ESTUDO ORIGINAL, NA ÍNTEGRA:

 

Hydroxychloroquine or chloroquine with or without a macrolide for treatment of COVID-19: a multinational registry analysis


 

Fonte: https://www.thelancet.com