notíciassbb


OMS alerta: pandemia segue acelerada e efeitos serão sentidos "por décadas". Os governantes devem se planejar para novas epidemias que podem ocorrer

 

"O mundo está em uma fase nova e perigosa. As pessoas estão cansadas de ficar em casa e os países estão ansiosos para abrir sua economia. Mas o vírus ainda está se espalhando rapidamente, ainda é mortal e a maioria das pessoas ainda é suscetível. Por essa razão convocamos todos os países e todas as pessoas a exercerem vigilância extrema".

Com este alerta, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi categórico: a pandemia da COVID-19 segue acelerada e seus efeitos estarão presentes "por décadas".

De acordo com Adhanom, já são um milhão de casos registrados em apenas oito dias no planeta, com um recorde de novas infecções diárias contabilizadas em 21 de junho: 183 mil novos casos. Detalhe: a maioria deles foram detectados no Brasil. Pior: por aqui estamos entrando em uma fase de flexibilização do confinamento e de abertura do comércio para uma "recuperação da economia" que pode ser responsável pelo aumento no número de casos, principalmente em cidades do interior do Estado de São Paulo, por exemplo, quando o número atual de infectados já superou o da capital.

E o alerta da OMS é extremamente sério e deveria ser considerado pelos governos de vários países, inclusive o brasileiro: "Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias!", lembrou Adhanom.

O diretor da OMS também pediu aos governantes que se planejem para novas epidemias que podem ocorrer "a qualquer momento e em qualquer país, dizimando milhões de pessoas, pois todas as nações, ricas e pobres, têm populações vulneráveis expostas a um risco maior de doenças graves e óbitos". E advertiu: "Não sabemos onde nem quando acontecerá a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto tremendo sobre a vida das pessoas e a economia global".

Dados da universidade americana Johns Hopkins, divulgados nesta segunda-feira, 22 de junho de 2020, mostram os países mais afetados pela pandemia da COVID-19:

1 - Estados Unidos = 119.977 mortos
2 - Brasil = 50.951
3 - Reino Unido = 42.717
4 - Itália = 34.634
5 - França = 29.643

Poderíamos estar em um ranking bem diferente se o governo brasileiro - conforme se esperava, e tinha todas as condições para isso - tivesse dado um rumo diferente ao combate da pandemia logo no seu início, considerando a ciência, a saúde e a divulgação de informações transparentes como fundamentais para a diminuição expressiva no número de casos no país.


Fonte: Organização Mundial da Saúde