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Em seu site "How COVID-19 Spreads", CDC apresenta as evidências científicas emergentes sobre a transmissão do COVID-19

 

Em sua última atualização, o site “How COVID-19 Spreads”, mantido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), enfatizou que o novo coronavírus se espalha de maneira fácil e sustentável entre as pessoas mas não em superfícies contaminadas como havia sido alertado anteriormente.

O órgão americano também realizou outra mudança importante nas informações divulgadas em seu site, relacionadas ao Covid-19, alertando que o vírus também não não se espalha facilmente de outras maneiras, mostrando que o fato de tocar objetos ou superfícies contaminadas não parece ser, comprovadamente, uma maneira efetiva de contaminar-se, e incluiu a mesma observação para a exposição a animais infectados.

Para Kristen Nordlund, porta-voz do CDC, as novas observações resultaram de uma revisão interna e de "testes de usabilidade." E reitera: "Continuamos afirmando que a transmissão do Covid-19 se espalha principalmente através do contato próximo entre as pessoas, e isso não mudou."

Embora haja possibilidade de uma pessoa contaminar-se com o COVID-19 tocando em uma superfície ou objeto com o vírus e, em seguida, tocando sua própria boca, nariz ou possivelmente seus olhos, o CDC afirma  que essa não é a principal forma de contágio e da propagação do vírus.

O site “How COVID-19 Spreads” enfatiza, como antes, que o vírus submicroscópico viaja através das gotículas que uma pessoa produz quando fala ou tosse, e que o indivíduo não necessariamente precisa apresentar sintomas ou se sentir doente para espalhá-lo. E alerta: o contato próximo significa cerca de um metro e oitenta, a distância em que um espirro lança gotas pesadas, demonstrando a afinidade do coronavírus por densidade. A contaminação se alastrou com facilidade em situações de grandes aglomerações, como prisões, casas de repouso (idosos, muitas vezes com comorbidades, e por essa razão mais vulneráveis), navios de cruzeiro, locais onde um grande número de pessoas trabalha ou vive.

Segundo Angela L. Rasmussen, virologista da Escola de Saúde Pública da Columbia University Mailman, "Um problema persistente nessa pandemia tem sido a falta de mensagens transparentes de lideranças governamentais, e esse é outro exemplo infeliz dessa tendência", advertindo para a complacência no relaxamento das medidas para distanciamento social e a flexibilização na abertura do comércio em geral.  

O CDC americano oficializou as evidências científicas emergentes sobre a transmissão do coronavírus em:

1. Risco muito baixo de transmissão a partir de superfícies;
2. Risco muito baixo de atividades ao ar livre;
3. Risco muito alto de reuniões em espaços fechados, como escritórios, locais religiosos, salas de cinema ou teatros.

O site passa uma mensagem clara: é preciso reduzir não apenas o pânico com a transmissão do vírus por superfícies, mas a ansiedade para voltar à vida "normal", definindo, com responsabilidade social, qual o momento certo de retornar ao trabalho.


Fontes:
CDC
Washington Post