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Vacina contra Covid-19: parceria do Brasil com Oxford traz esperanças para o país


Um laboratório farmacêutico britânico*, em parceria com a Universidade de Oxford (Inglaterra), está em estágio avançado e promissor no desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19. O Brasil, agora parceiro, se prepara para a produção no país, se os resultados da Fase 3** com voluntários brasileiros confirmarem sua segurança e eficácia: serão 100 milhões de doses.  O acordo, protocolado no último dia 27 de junho, possibilita o início dos testes com dois mil voluntários brasileiros no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a participar dos estudos de eficácia da imunização contra o Sars-CoV-2.

No Rio, os testes, coordenados pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), e financiados pela Rede DÓr, recrutarão mil participantes. Em São Paulo, outros mil voluntários participarão das avaliações sob a coordenação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com financiamento da Fundação Lemann.

Antes do experimento, todos os voluntários serão submetidos a testes para confirmar que não foram infectados pela Covid-19. Os participantes incluem profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus, e outros adultos (entre 18 e 55 anos) também expostos a ambientes com alto risco para a infecção.

A vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, é uma das mais promissoras em teste no mundo e, se tudo correr como esperado, o Brasil receberá a transferência da tecnologia da formulação para a produção e distribuição, num primeiro momento, aos grupos considerados mais vulneráveis à infecção (idosos e pessoas com comorbidades).  

O Brasil tem histórico de sucesso na fabricação e distribuição de vacinas graças ao Sistema Único de Saúde (SUS) que, apesar do inaceitável subfinanciamento, mantém um forte e eficiente programa de produção e Imunização.   

Em tempo

A vacina em teste, produzida a partir de um vírus (ChAdOx1), é uma versão enfraquecida de um adenovírus causador do resfriado em chimpanzés. A este é adicionado material genético capaz de produzir a proteína Spike do SARS-Cov-2 (por meio da qual o vírus invade as células), induzindo a formação de anticorpos.

 



* Segundo o laboratório farmacêutico AstraZeneca já foram assinados contratos com a França, Alemanha, Itália e Holanda para o fornecimento de até 400 milhões de doses da vacina à União Europeia. O laboratório já fechou acordos com o Reino Unido e com os Estados Unidos.

** Na Fase 3, o ensaio é realizado em larga escala (com milhares de indivíduos), o que possibilita avaliar sua real eficácia e segurança. Os resultados, quando positivos, permitem o registro sanitário para liberação de sua produção.

 



Fontes:
Universidade de Oxford
Unifesp
Ministério da Saúde

 

 

Imagem: Google