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Entidades da Saúde e da Bioética lançam o Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19 por mudanças urgentes na forma atual de combater a pandemia do novo coronavírus no país

 

A necessidade imediata de mudanças urgentes na forma atual de combater a pandemia do novo coronavírus é o que estimulou diversas entidades da área da Saúde a se unirem para elaborar um Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19.  O documento foi apresentado a parlamentares, gestores, secretários de Saúde e sociedade civil neste 3 de julho, durante evento virtual transmitido ao vivo pelo site e Youtube do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O texto considera aspectos biomoleculares e clínicos, estratégias epidemiológicas para reduzir a transmissibilidade, estrutura do sistema brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e do Sistema Único de Saúde (SUS), qualificação da rede de Atenção Primária em Saúde, entre outros pontos igualmente fundamentais para este momento de crise sanitária, quando atitudes efetivas podem auxiliar a minimizar os impactos da pandemia em todas as suas vertentes.

Respeito à ciência, competência técnica, capacidade gestora e responsabilidade política são os pilares que orientam o Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19, que também apresenta a complexidade da pandemia e considera as necessidades específicas das populações vulnerabilizadas.

 

 

 

O presidente da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Dirceu Greco (foto), demonstrando a satisfação da entidade em participar da elaboração do Plano e presente ao ato histórico de seu lançamento, enfatizou: "A epidemia da Covid-19 tem impacto desigual, como outras que atingem o Brasil, e a AIDS é um claro exemplo, pois as grandes desigualdades e a inaceitável disparidade são favoráveis à sua difusão, atingido de maneira desigual e mais intensamente os socialmente vulneráveis." Para Greco, "Soma-se a este momento, a omissão, a inércia, quando não a promoção de boicote e obstáculos, deliberada ou resultante de ignorância e negacionismo das autoridades federais e de alguns gestores em outros planos de governo, aos quais caberia a responsabilidade e obrigação de carrear recursos, viabilizar meios, gerenciar processos e coordenar ações para o enfrentamento dessa gravíssima crise sanitária." E acrescentou: "Isto se reflete nos mais de um milhão de casos e na tristeza de mais de 60.000 mortes. Estamos de luto em solidariedade aos familiares neste momento de dor."

Para o presidente da SBB, o Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19, que reúne entidades da saúde coletiva, da Bioética e de movimentos da sociedade civil, da ciência e do parlamento, "fortalece a atuação conjunta na defesa intransigente da vida digna; na defesa da ciência e da saúde; na valorização e financiamento adequado do SUS, esteio no enfrentamento desta pandemia, e que sem ele seria o caos; na valorização e agradecimento a todos os profissionais de saúde que se desdobram na linha de frente, cuidando de todos e todas afetados pela pandemia; pelo acesso igualitário de todos os brasileiros e brasileiras aos cuidados de saúde, em todos os níveis de complexidade e aos tratamentos que forem validados cientificamente; pela democracia e contra qualquer tipo de preconceito e discriminação, que inclui a luta diuturna contra o racismo e contra a inaceitável disparidade existente e que tem sido escancarada pela pandemia."

Ao finalizar sua fala, durante o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19, Dirceu Greco ratificou a participação permanente da SBB neste esforço conjunto "para enfrentar a pandemia agora, para construir um futuro com sustentabilidade e justiça social, e pela emancipação da sociedade para que cada um/cada uma exija o que lhes é de direito."

 



O texto do Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 foi elaborado pelas entidades que compõem a coordenação da Frente Pela Vida: Conselho Nacional de Saúde (CNS), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e Associação Rede Unida. Também contou com o apoio e as contribuições da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Rede de Médicas e Médicos Populares (RMMP) e Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD).



Acesse a íntegra do Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19

 

 

 

Imagem home: Folhapress