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Programa Mundial de Alimentos, da ONU, leva o Prêmio Nobel da Paz de 2020 pela luta incansável contra a fome

Nesta sexta-feira, 9 de outubro, o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2020.

Tomson Phiri, porta-voz do Programa, foi pego de surpresa com o anúncio da premiação durante um encontro semanal na sede da ONU, em Genebra. Muito aplaudido pelos presentes,  Phiri agradeceu, emocionado: "receber o Nobel da Paz é momento de orgulho"’, afirmou.

Berit Reiss-Andersen, presidente do Comitê Nobel, declarou que a premiação do PMA representa uma merecida recompensa por "sua dedicação na luta contra a fome, por sua contribuição para a melhoria das condições de paz nas zonas atingidas por conflitos e por ter desempenhado um papel de liderança nos esforços, para impedir o uso da fome como arma de guerra”.

A premiação tem, ainda, um efeito especial, principalmente considerando a grave crise alimentar que o mundo enfrenta em razão da pandemia da Covid-19, mas também por ser uma forma de apoiar a ONU, que acaba de completar 75 neste 2020, e tem recebido vários ataques populistas, gerando incertezas para seu futuro.

O que é o PMA?

Criado formalmente em 1961, o Programa Mundial de Alimentos (em inglês World Food Program) nasceu da iniciativa de um presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, que entendeu que faria sentido usar o sistema da ONU para distribuir alimentos. Em 2018 o Programa arrecadou mais de US$ 7 bilhões e atendeu perto de 87 milhões de pessoas.

Com sede em Roma, com uma estrutura que reúne 17 mil funcionários, o PMA atua em situações como a do Líbano, levando alimentos a vítimas de conflitos, terremotos, secas, enchentes, mas também durante pandemias.



EM TEMPO

A Real Academia Sueca de Cientistas decidiu conceder o Prêmio Nobel de Química de 2020 a Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna. É a primeira vez na história que duas mulheres ganham, juntas, o Nobel de Química.

Emmanuelle, francesa, é diretora da Unidade Max Planck de Biologia de Infecções em Berlim, Alemanha. Jennifer, americana, é professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA. A dupla de cientistas descobriu uma das ferramentas mais afiadas em tecnologia genética: o Crispr/Cas9, uma espécie de tesoura genética que permite "editar" um genoma, "cortar" uma parte específica do DNA para que a célula produza, ou não, determinadas proteínas.


Fontes:

Uol
Nobel prize
Karolinska Institutet