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Relatório evidencia o impacto da pandemia mundial de Covid-19 na vida de crianças e adolescentes

"Todas as crianças, de todas as idades e em todos os países, embora não representem o principal foco da pandemia de Covid-19, estão sendo afetadas profundamente em seu bem-estar. Esta é uma crise global e para algumas delas o impacto causado por este cenário, inédito, será para toda a vida."

 

 

Esta é apenas uma das conclusões de um relatório divulgado neste 19 de novembro de 2020, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e Unicef, demonstrando grande preocupação com o impacto dos efeitos da pandemia da Covid-19 na vida das crianças e os principais riscos inerentes a este cenário para elas. De acordo com o texto, "O que começou como uma crise de saúde pode transformar-se numa crise dos direitos das crianças.”

 

O documento alerta: “Embora as crianças possam ficar doentes e espalhar a doença, esta é apenas a ponta do iceberg da pandemia: as interrupções dos serviços essenciais e os índices de pobreza crescentes representam a maior ameaça para as crianças." E acrescenta: "Quanto mais tempo a crise persistir, mais profundo será seu impacto na educação, na saúde, no acesso à alimentação e bem-estar das crianças, colocando o futuro de toda uma geração sob risco.”

 

Entretanto, o texto enfatiza que o momento, jamais imaginado, representa uma oportunidade sem precedentes para a tomada de decisões, para a realização de ações e movimentos, e impulsionar a solidariedade internacional para com as crianças, "revolucionando a forma como investíamos nas gerações mais jovens.”

 

O relatório sugere, ainda, uma série de medidas, possíveis, que podem e devem ser realizadas pela sociedade. A seguir, algumas delas:

 

-   Implementar/expandir a assistência social às famílias, se possível por meio de subsídios universais para as crianças;
-   Proteger as cadeias de abastecimento e a distribuição de alimentos para proteger as crianças de carência alimentar;
-   Priorizar a continuidade dos serviços centrados na criança e no adolescente, entre eles, preservar os cuidados maternos e neonatais, o acesso a escolas, aos serviços de vacinação, aos programas de nutrição, aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, ao tratamento do HIV, aos serviços psicossociais e à saúde mental;
-   Proteger, prioritariamente, as crianças mais vulneráveis, como as refugiadas, migrantes,  moradoras de bairros da periferia, crianças com necessidades especiais e aquelas confinadas em razão de conflitos armados;
 -   Viabilizar apoio prático e real a pais e cuidadores, para que expliquem a pandemia às crianças, compreendam como manter sua própria saúde mental e a saúde mental de seus filhos;
- Disponibilizar ferramentas que auxiliem os pais e cuidadores a acompanhar a aprendizagem dos filhos;
-   Garantir que toda criança, adolescente e jovem, independente de sua condição socioeconômica ou país em que vivem, tenham direito garantido para acesso aos testes, ao tratamento e às vacinas da Covid-19 quando estiverem disponíveis.

 

 

ACESSE O RELATÓRIO ORIGINAL

 

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Fonte: https://unric.org/