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Força-tarefa: pesquisadores estudam saídas para driblar a crise socioeconômica pós-Covid-19, que deve empurrar milhões de pessoas para a pobreza extrema

A COVID-19 expôs graves desigualdades globais, fragilidades e práticas insustentáveis que intensificaram o impacto da pandemia. De acordo com estimativas da ONU, em 2020, 71 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza extrema.

 

 

Definir estratégias nacionais e internacionais de recuperação da crise socioeconômica que se espalhou pelo planeta durante a pandemia da COVID-19 é o principal desafio de 250 pesquisadores, dirigentes de agências de fomento de 25 países (entre elas a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP), além de formuladores de políticas governamentais, mobilizados em uma força-tarefa pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

De acordo com informações da Agência, duzentos e cinquenta especialistas elaboraram, ao longo de dez semanas, um roteiro com prioridades de pesquisas detalhadamente descrito no United Nations Research Roadmap for the COVID-19 Recovery, divulgado em 17 de novembro de 2020.

Distribuídos em cinco áreas consideradas prioritárias para a construção de um futuro mais justo, resiliente e sustentável, os 25 temas de pesquisa estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS):

 

1 - Proteção de serviços e sistemas de saúde;
2 - Garantia de proteção social e serviços básicos;
3 - Planejamento da retomada de empregos, de pequenas e médias empresas e de oportunidades para trabalhadores do setor informal;
4 - Apoio à resposta macroeconômica e à colaboração multilateral; e
5 - Fortalecimento da coesão social e da resiliência da comunidade.

 

A proposta deste Roteiro é mobilizar a comunidade científica e incentivar a pesquisa direcionada para obter respostas rápidas e eficientes, baseadas em dados que se concentram particularmente nas necessidades das pessoas, impulsionando foco e determinação para uma recuperação em curto prazo.

 

Para a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, esse Roteiro de recuperação socioeconômica pós-pandemia “é uma ferramenta que pode ser utilizada por pesquisadores, agências de fomento à pesquisa, organizações da sociedade civil, governos e instituições internacionais para construir parcerias, alinhar esforços de pesquisa e demonstrar o poder da ciência global.”

 

Na visão da ONU, a ciência é a “melhor chance” para o planeta se recuperar da COVID-19, pois é capaz de gerar mudanças transformadoras, que envolvem engenhosidade, pesquisa em todas as áreas do conhecimento, parcerias e colaboração.

Tudo que precisamos para seguir em frente.

 

 

Fonte: Agência FAPESP

 

 

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