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Covid-19 e as preocupações com a identificação de novas cepas: retomada de questões neste (novo) enfrentamento

 

Até este 20 de dezembro, mais de 76,5 milhões de casos de Covid-19 foram relatados em todo o mundo, com mais de 43,1 milhões desses casos considerados recuperados ou resolvidos, de acordo com uma ferramenta de rastreamento da Covid-19, aplicada pela Johns Hopkins University, em Baltimore. Os dados obtidos por meio dessa ferramenta também mostram que o número global de óbitos pelo novo coronavírus superou 1,6 milhão.

Na Europa, vários países suspenderam viagens para o Reino Unido depois que uma nova cepa do vírus foi identificada, evidenciando alto poder de disseminação, embora teoricamente menos letal que o coronavírus "original".

Países como Canadá, Holanda, Israel, Bélgica, Áustria, França e Itália estão suspendendo voos para o Reino Unido depois que o governo britânico impôs novas restrições de circulação em grandes áreas do sul da Inglaterra para conter o que as autoridades descreveram como “uma nova variação do vírus.” Durante uma coletiva, Matt Hancock, ministro da saúde britânico, caracterizou a situação como “fora de controle”.

Na Ásia, a Coréia do Sul registrou mais de 1.000 novos casos de coronavírus pelo quinto dia consecutivo, com cerca de 70% das novas infecções concentradas em áreas densamente povoadas, como a região metropolitana de Seul. O ritmo acelerado de disseminação desta nova cepa elevou as medidas do governo para o distanciamento social ao seu nível mais alto, embora as autoridades ainda relutem em avançar em medidas mais severas de confinamento (lockdown), com receio de prejudicar ainda mais a economia do país.

A nova cepa já se espalhou para outros quatro países: Austrália e Holanda (cada qual com um caso confirmado), Dinamarca (nove infecções) e Itália, que confirmou, neste 20 de dezembro, seu primeiro caso.

Nas Américas, lotes da vacina contra a COVID-19 fabricadas pelo laboratório americano Moderna Inc., começaram a deixar os estoques dos EUA na manhã deste 20 de dezembro, rumo aos centros de saúde de todo o país, em um esforço para distribuir a segunda vacina contra o coronavírus aprovada do país pelo FDA, para uso emergencial (a primeira vacina aprovada foi a fabricada pela Pfizer-BioNTech). A vantagem desta vacina é a temperatura de armazenamento: diferente das demais, ela exige temperaturas entre 2oC e 7oC (equivalente à geladeira doméstica), estável em até 30 dias, o que levou o governo americano a direcionar os lotes para as regiões rurais e distantes dos grandes centros.

Na África, o governo sul-africano identificou uma nova variante do coronavírus que está causando uma segunda onda de infecções. A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que está atuando junto a pesquisadores do país para avaliar se esta variante é mais transmissível e como esta informação afetará o diagnóstico, o tratamento e o desenvolvimento de vacinas no futuro.

Israel e Alemanha também estão restringindo seus voos internacionais para os países onde estão sendo identificadas as novas variantes da Covid-19, demonstrando  preocupação com a disseminação da nova cepa em seus territórios.

Por enquanto, fica ao menos uma questão ainda sem resposta (entre várias...): as mutações que estão sendo observadas, afetarão a efetividade das campanhas de vacinação já em curso?



Fonte: CBC News