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Americanos vão à justiça por mortes e efeitos colaterais graves por uso de hidroxicloroquina na Covid-19

A quem cabe a compensação financeira por tratamentos de Covid-19 sem eficácia comprovada pela ciência,
responsáveis por óbitos e sequelas graves dos pacientes?

 

Nos Estados Unidos, aqueles que perderam familiares ou parentes estão entrando na justiça com solicitação de reparação pelo fundo do governo americano, que possui até 30 bilhões de dólares que poderiam ser usados para compensar lesões graves, sequelas ou mortes causadas por tratamentos ou vacinas. Em um dos casos, uma enfermeira de 60 anos morreu de Covid-19 após ter sido tratada com azitromicina e hidroxicloroquina.

 

Segundo informações da Agência Reuters, o marido da paciente que veio a óbito é autor de um pedido de indenização, ou compensação financeira, de cerca de US$ 367 mil (R$ 2.031.748) junto ao Programa de Compensação de Lesões de Contramedidas (Countermeasure Injury Compensation Program - CICP), iniciativa supervisionada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos Estados Unidos. Até agora, o programa negou a compensação em 90% dos casos registrados antes da pandemia, principalmente para vacinas contra a gripe H1N1.

 

Ainda segundo a Reuters, o governo dos EUA não divulga informações sobre reivindicações feitas ao fundo, valor dos pagamentos indenizatórios ou o motivo de alguma reclamação ser negada, e todas as 48 reclamações realizadas neste 2021 ainda estavam pendentes em fevereiro. Detalhe: todas essas reivindicações se referiam ao tratamento de pacientes com Covid-19.

 

As agências regulatórias americanas revogaram a autorização do uso emergencial de hidroxicloroquina no país para o tratamento de pacientes com Covid-19, decisão fundamentada em estudos científicos comprobatórios de que o medicamento, além de ineficaz, pode apresentar sérios riscos cardíacos aos pacientes.

 

Fonte: Reuters