notíciassbb


O Brasil de luto e na luta. Luta pela saúde, pela democracia, pelo SUS, pela ciência e por vacinas para todas e todos

 

Alertar a população para a defesa da democracia, da vida e do Sistema Único de Saúde. Este foi um dos principais objetivos que embasou os representantes das entidades que compõem a Frente pela Vida a realizarem a segunda edição, virtual, da Marcha pela Vida.

 

Neste 9 de junho de 2021, após diversas atividades realizadas durante o dia pela internet, a Frente e parlamentares enfatizaram a importância da CPI da Pandemia no Senado Federal, que apura responsabilidades pelos crimes cometidos durante o enfrentamento à pandemia. Depoimentos apresentados no Congresso Nacional apontam que o governo federal apostou na estratégia da imunidade de rebanho por contágio e transmissibilidade do vírus e não pela vacina.

 

No momento em que o Brasil se aproxima da marca de meio milhão de mortes causadas pela Covid-19, as entidades também pressionam pela aceleração da vacina para todos, comida no prato e auxílio emergencial de, no mínimo, R$ 600.

 

Dirceu Greco, presidente da SBB, durante sua participação na 2a Marcha Pela Vida

 

"Não vamos esmorecer enquanto não conseguirmos reverter o descalabro deste desgoverno brasileiro”, enfatizou Dirceu Greco, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) durante o evento virtual, entidade que participa ativamente da Frente pela Vida.

 

“Nós todos nos solidarizamos com as famílias enlutadas e que perderam seus entes queridos para a Covid-19 e enaltecemos todo o trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde, que se esforçam e se arriscam para contrapor a pressão negativa do presidente da República e de todos aqueles que com ele são coniventes no negacionismo, na irresponsabilidade, na aposta pela chamada imunidade de grupo, que se sabia não seria possível, e que trouxe, também como esperado, essa mortandade intolerável. Todos os envolvidos nessa tragédia deverão pagar por este verdadeiro genocídio que afeta principalmente os mais vulneráveis”, ratificou Greco.

 

O presidente a SBB enfatizou a importância do financiamento adequado, e urgente, do SUS, e alertou “Imprescindível lembrar que sem o SUS a barbárie promovida pelo governo brasileiro teria se transformado num caos.”

 

Num momento de inquestionável importância para as ações promovidas pelas entidades da Frente pela Vida, por parlamentares e pela sociedade civil, Greco lembrou: “Estamos unidos por vacina para todas e todos, sempre pelo SUS; pela suspensão das patentes para todos os produtos desenvolvidos contra a Covid-19; em defesa das universidades públicas e da ciência brasileira; pela renda universal básica, muito mais do que apenas um auxílio emergencial; pela defesa da democracia, e pelo fim, o mais rápido possível, de todo esse desgoverno. E, claro, pela revogação a EC-95.”

 

Ao finalizar sua fala, o presidente da SBB citou Paulo Freire: “É preciso esperançar, pois esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.”

 

Frente pela Vida exige punição aos gestores responsáveis

 

O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, destacou a forte agenda política que tem sido implementada pelo colegiado no último período para defender a vida de toda população brasileira. “Lutamos para que fosse instalada a CPI da Pandemia e estamos atuando junto à comissão, não estamos esperando de braços cruzados. Entregamos documentos que já estão sendo utilizados para a investigação e responsabilização de quem está cometendo crimes no nosso país. Vamos continuar transformando esse luto em luta para estancar a sangria que tem acontecido”, afirmou Pigatto.

 

“Estamos o tempo todo trabalhando para salvar vidas, defender o SUS e defender a democracia. Continuamos o nosso trabalho e, hoje, estamos aqui defendendo vacina no braço, comida no prato, auxílio emergencial de R$ 600 e o fortalecimento do SUS”, disse Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

 

“Vamos superar a devastação deste projeto criminoso que está em curso em nosso país. Não permitiremos que o Brasil seja ocupado por este bando de criminosos. Estamos com muita disposição de luta, estamos aqui honrando a vida, a saúde e a democracia no nosso país”, concluiu a presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Lúcia Souto.

 

“Há um ano, estamos fazendo o enfrentamento ao governo federal, que tomou a decisão racional e insensível de expor a população brasileira a maior tragédia da sua história. Temos um cenário friamente calculado, que tem o presidente da República como responsável”, avaliou o coordenador nacional da Rede Unida, Túlio Franco.

 

 

 

PARA REVER O EVENTO NA ÍNTEGRA
CLIQUE AQUI