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Meio milhão de vidas: é o inacreditável saldo de óbitos que a Covid-19 já deixou desde março de 2020 no país

 

No início da tarde deste sábado, 19 de junho de 2021, o total de mortos pelo coronavírus chegou a 500.022, e o de casos confirmados, a 17.822.659. O levantamento foi divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa, que monitora a situação da pandemia no Brasil a partir dos dados fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

 

Os números reúnem dados publicados pelos Estados da Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Os demais Estados não atualizaram as informações sobre casos e mortes até as 14h deste 19 de junho de 2021.

 

Em números totais, o Brasil continua ocupando o segundo lugar entre os países com mais mortes por Covid-19 registradas, atrás apenas dos Estados Unidos, que superou as 600 mil vítimas esta semana. A Índia aparece em terceiro, com mais de 380 mil óbitos.

 

Para Dirceu Greco, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, este patamar inadmissível de óbitos "É um reflexo trágico do insistente e inconsequente negacionismo do governo federal em adotar medidas fundamentadas na ciência para o enfrentamento da pandemia, ratificado por seu total descaso pela saúde de brasileiras e brasileiros, e pelo desapreço por tantas mortes que poderiam ter sido evitadas se uma atitude firme e coerente tivesse sido implementada desde o início dos primeiros casos." E completa: "Pior é constatar que o presidente ainda se mantém irredutível em aceitar que medidas simples poderiam reduzir o número de infectados e mortes, como uso de máscaras, distanciamento social e lockdown nacional.” Para Greco, “É imprescindível agilizar a distribuição equânime de vacinas para todas e todos!"

 

Gulnar Azevedo e Silva, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), afirma: “Nós, sanitaristas, não podemos ficar calados diante desta calamidade sanitária que está levando a vida de tantos brasileiros e brasileiras e deixando tantas famílias sofrendo com o luto e com todas as consequências diretas e indiretas desta pandemia”.

 

Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), reitera: "Meio milhão de pessoas. Milhões de infectados. Culpa de um governo genocida, que apostou na estratégia de imunidade de rebanho para que todo mundo se contaminasse e não calculou a dor, o sofrimento e a tristeza de milhões de pessoas, além das centenas de milhares de vidas perdidas. Continuaremos transformando nosso luto em luta".

 

 

A Sociedade Brasileira de Bioética se solidariza com a dor de todos que perderam familiares e amigos
durante a pandemia de Covid-19