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Covid-19: como será o futuro de quem rejeitar a vacina? SBB participou de matéria especial da BBC News Brasil. Confira...

A adoção de restrições para quem se recusa a tomar a vacina contra Covid-19 está cada vez mais presente, seja para frequentar ambientes onde várias pessoas circulam, seja para viajar, para obter permissão de entrada em diversos países. E ainda existem pessoas que firmemente decidem não receber o imunizante, alegando que a obrigatoriedade de vacinar-se fere sua liberdade, pessoal, de escolha. Mas, nesses casos não há um certo egoísmo em não repensar a saúde da coletividade, pessoas, familiares, amigos que estão ao redor? Entende-se que a vacinação é uma estratégia coletiva capaz de contribuir na garantia da saúde pública.

 

Demissão, redução de salários, corte de benefícios a quem optar por não ser vacinado, separação - em locais públicos - de vacinados dos não vacinados... Algumas medidas que pretendem coibir o comportamento antivacina realmente surtirão efeito? Poderão garantir a retomada, segura, das atividades econômicas globais?

 

Uma entrevista especial realizada por André Biernat, da BBC News Brasil em São Paulo, levantou esta e várias outras questões relacionadas ao "passaporte" da vacina contra Covid-19, documento que já está sendo emitido e solicitado por instituições, empresas, países.

 

Entre as fontes consultadas por Biernat para compor a matéria sobre o tema, foi praticamente consenso de que "os passaportes da imunidade são inevitáveis, mas precisam ser socialmente justos para evitar o aumento de desigualdades e tensões sociais ou servirem de combustível para as teorias da conspiração."

 

A questão dos imunizados versus não imunizados, no mundo e no Brasil, mereceu tópicos exclusivos. 

 

Entre os entrevistados, o presidente da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Dirceu Greco, foi incisivo: "Esses certificados podem dar uma falsa sensação de segurança, uma ideia de que o fato de estar vacinado e ter lugares abertos significa que não há mais risco de ser infectante ou de se infectar". E alerta: "Nossos problemas não estão resolvidos com o passaporte, ainda mais agora, com a variante Delta". Do ponto de vista ético, o presidente da SBB visualiza grandes ameaças nessas discussões: "No cenário atual, existem muitos riscos de tomar decisões erradas, que aumentem a desigualdade e prejudiquem, ainda mais, quem não tem acesso às doses."

 

Para Rosana Onocko Campos, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), as medidas que incentivam a vacinação são clássicas e históricas: "Em muitos países, as crianças só podem ser matriculadas em escolas públicas se os pais apresentarem a carteirinha de vacinação atualizada". Mas para ela, o Brasil deveria preocupar-se, agora, com outros fatores: "Estamos vivendo sob o risco de uma terceira onda, com a expansão da variante Delta do coronavírus, as atividades reabrindo e o péssimo exemplo do Governo Federal, que é um dos únicos do mundo a desincentivar o uso das máscaras".

 

Para conferir o texto completo, clique em: Covid-19: como pode ser o futuro de quem decidir rejeitar a vacina?