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Nobel de Medicina 2021 premia descobertas sobre receptores responsáveis pela sensação de toque e temperatura

 

 

 

Nossa capacidade de sentir o calor, o frio e o toque é essencial para a sobrevivência e sustenta nossa interação com o mundo que nos rodeia. Em nosso dia a dia, consideramos essas sensações naturais. Mas, como os impulsos nervosos são iniciados para que esses contatos sejam percebidos? Esta foi a questão respondida por David Julius e Ardem Patapoutian, ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina & Fisiologia deste 2021.

 

Julius utilizou a capsaicina, um composto picante da pimenta malagueta, que induz à sensação de queimação, para identificar um sensor nas terminações nervosas da pele que responde ao calor. Patapoutian usou células sensíveis à pressão para descobrir uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e órgãos internos.

 

De acordo com o Instituto Karolinska, as descobertas revolucionárias estimularam pesquisas intensas que auxiliaram no entendimento de como nosso sistema nervoso sente o calor, o frio e os estímulos mecânicos. Os laureados identificaram elos essenciais que faltavam para a compreensão sobre a complexa interação entre nossos sentidos e o meio ambiente.

 

Os vencedores dividirão o prêmio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de R$ 6,1 milhões.

 

Quem são os cientistas premiados?

 

David Julius, professor da Universidade da Califórnia (São Francisco) nasceu em 1955 em Nova York, EUA. Recebeu o doutorado em 1984, da Universidade da Califórnia em Berkeley, e fez pós-doutorado na Universidade de Columbia, em Nova York.

 

Ardem Patapoutian é cientista e professor na Scripps Research (Califórnia), pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes (Maryland) desde 2014. Nasceu em 1967 em Beirute, no Líbano. Recebeu o doutorado em 1996, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em Pasadena, EUA, e foi pesquisador de pós-doutorado na Universidade da Califórnia (São Francisco).

 


Saiba mais em: NOBEL DE MEDICINA 2021

 

 

Imagem: David Julius e Ardem Patapoutian — Reprodução/Twitter Nobel Prize