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Dia Mundial da Aids. Menos preconceito, mais qualidade de vida. Momento de repensar e agir contra as desigualdades

 

De acordo com a UNAIDS (programa das Nações Unidas, criado em 1996), 37,6 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo. Em 2020, 73% desse grupo tinha acesso ao tratamento antiviral, o que representa 27,4 milhões de pessoas. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que mais de 930 mil pessoas vivem com HIV.

 

 

Neste 2021, o Dia Mundial da Aids traz um lembrete especial: marca os 40 anos da descoberta do primeiro paciente infectado por este vírus no mundo. Muitas pesquisas e estudos, a partir daí, buscaram formas de controlar o agente infeccioso para que o paciente pudesse - com o diagnóstico e o tratamento - ter qualidade de vida.


A data também reforça a importância de realizar o teste para detecção do HIV, e de acabar com o preconceito e a discriminação contra os portadores da doença, que persistem mesmo com todo o conhecimento divulgado sobre as formas de transmissão do vírus.

 

De acordo com Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil, "O mundo está longe de cumprir o compromisso compartilhado de acabar com a AIDS até 2030. Com a COVID-19, os ganhos que conquistamos para acabar com a AIDS correm o risco de serem perdidos. Não por falta de conhecimento ou de ferramentas para acabar com a AIDS, mas por causa das desigualdades estruturais, potencializadas pelo estigma e discriminação e que limitam o acesso a soluções comprovadas para a prevenção e tratamento do HIV."

 

Para Velasquez permanece o grande desafio de garantir o acesso às estratégias de prevenção e tratamento da HIV a todas as pessoas, especialmente as mais vulnerabilizadas e, por essa razão, mais expostas ao risco de contrair HIV.

 

Em tempo

 

A pandemia de Covid-19 e suas restrições reduziram o combate à Aids e a testagem rápida para sua detecção, impondo desafios no controle de casos de HIV no mundo e interferindo na agilidade em fornecer o tratamento precoce aos pacientes. A demora no diagnóstico compromete não apenas o êxito do tratamento, como reduz a expectativa de vida do HIV+.

 

E a UNAIDS alerta: se as lideranças mundiais não conseguirem diminuir as desigualdades, o mundo poderá enfrentar 7,7 milhões de mortes relacionadas à AIDS nos próximos 10 anos.


Veja também...

 

Mensagem de Winnie Byanyima, diretora executia da UNAIDS e Subsecretária-Geral das Nações Unidas

 

Fontes: UNAIDS e OngPelaVidda