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Frente Pela Vida exige rigorosa investigação e punição aos responsáveis por violência policial ocorrida no RJ e em Sergipe

Na terça-feira, 24 de maio de 2022, o dia terminou com a notícia de uma truculenta operação policial na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, onde moram pessoas pobres e pretas que são alvo frequente de tiroteios, gritos e humilhações. O resultado foram 23 mortos (dados oficiais), o que deixa a todos perplexos. Há muito tempo, as entidades de defesa dos direitos humanos denunciam a absurda letalidade da ação dos policiais.

 

Na quarta-feira, 25 de maio, foi a vez de policiais da Polícia Rodoviária Federal matarem, em Sergipe, diante dos olhos de seus amigos e familiares, um homem de 38 anos, após uma abordagem por falta de capacete quando pilotava sua moto. O assassinato se deu em câmara mortífera, por asfixia com gás introduzido no porta-malas do carro dos agentes públicos, onde foi colocado o homem.

 

Esses dois casos concentrados em uma só semana, infelizmente, não são fatos isolados. Sempre houve violência, marcada por um Estado inquisitorial e leniente com milícias urbanas e rurais, igualmente violentas. Contudo, a desfaçatez de praticar tais atos à vista de quem quisesse ver é reveladora do avanço da ideologia fascista promovida por um presidente genocida. Algo semelhante ocorre nas violações dos territórios indígenas e quilombolas que, ainda que não sejam novidades, se intensificam com o incentivo retórico e o sucateamento dos órgãos de Estado que deveriam proteger essas comunidades.

 

A Frente pela Vida vem publicamente protestar contra esta violência e exigir uma rigorosa investigação pelos órgãos de Estado, com identificação dos responsáveis e punição exemplar. À violência, nossa posição é de tolerância zero.

 

PELA PAZ

 

EM DEFESA DA VIDA, DA DEMOCRACIA E DO SUS

 

28-05-2022