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Pior setembro da história, o desmatamento na Amazônia equivale ao tamanho da cidade de São Paulo (1.455 km²)


Castanheira derrubada na queimada em Castelo dos Sonhos, Pará (Foto: Claudio Angelo/OC)

 

 

A constatação é do sistema de monitoramento por satélite Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), informando um crescimento do desmate na Amazônia superior a 47% em relação a setembro de 2021. Os dados foram divulgados em 7 de outubro de 2022.

 

Ainda de acordo com o relatório do INPE, no acumulado de 2022, as áreas sob alerta de desmatamento já representam 8.590 km2, número 4,5% superior a todos os alertas divulgados em 2021.

 

Segundo o Observatório do Clima (OC), se convertida em gás carbônico, a devastação detectada nesse único mês – que tende a ser subestimada devido à natureza do sistema Deter – representa a emissão de 70 milhões de toneladas, o equivalente às emissões anuais da Áustria.

 

Apesar disso, de acordo com o Observatório, o presidente da República "se orgulha em dizer que desmontou a fiscalização ambiental e que não demarcou 'nenhum centímetro' de terra indígena"... E ratifica: "Ele colheu, como resultado de tudo isso, o primeiro ciclo de três altas seguidas nas taxas de desmatamento medidas pelo INPE em um único mandato presidencial - e pode estar a caminhode uma quarta".

 

O atual governo "destruiu a política ambiental e climática brasileira, o que isolou o país do mundo, impediu acordos comerciais e bloqueou investimentos. Prestou um desserviço ao agronegócio brasileiro, hoje visto com justa desconfiança no exterior, e fez a alegria dos países protecionistas que temem a competição com nossos produtores", é a constatação do Observatório.

 

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do OC, “O mundo tem 84 meses para cortar as emissões de gases de efeito estufa quase à metade se quiser ter uma chance de resolver a crise climática. A continuidade do atual presidente no poder é a garantia de que o Brasil impedirá que isso aconteça. Qualquer pessoa que se importe com o futuro da floresta, as vidas dos povos indígenas e a possibilidade de termos um planeta habitável deve pensar com responsabilidade em sua escolha nas eleições deste dia 30.”

 

Fonte: Observatório do Clima