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A Bioética esteve em pauta no 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado em Salvador (BA) entre os dias 19 e 24/11/2022


Da esq. p/a dir.: Volnei Garrafa (UNB), Elda Bussinguer (SBB), Marta Verdi (UFSC), Mariana Holanda (UNB),
Roberta Gondim Oliveira (Fiocruz), com participação on line de Fermin Roland Schramm (Fiocruz)

 

 

"Por uma vida não colonizada: as convergências epistemológicas da saúde coletiva e da bioética latino-americana", foi o tema de uma mesa redonda realizada neste neste 24 de novembro de 2022, último dia do 13º Abrascão, congressso coordenado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Participaram: Volnei Garrafa (Universidade de Brasília - UnB), Elda Bussinguer (Sociedade Brasileira de Bioética - SBB), Roberta Gondim Oliveira (Fiocruz), Mariana Holanda (UnB) e Fermin Roland Schramm (Fiocruz), sob a mediação de Marta Verdi (Núcleo de Pesquisa e Extensão em Bioética e Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina - NUPEBISC/UFSC).

 

O potente debate apontou a importância das novas perspectivas bioéticas latino-americanas que se apresentam com o compromisso da crítica, do diálogo, dos direitos humanos e da responsabilidade do Estado frente aos conflitos sociais, ambientais e sanitários, fundadas em valores comprometidos com a transformação e a justiça social, com a proteção dos vulnerabilizados e a defesa do espaço público como bem comum.

 

Para Elda Bussinguer, presidente SBB, o momento representou uma oportunidade ímpar para refletir sobre o verdadeiro significado da bioética latino-americana, "que transcende os dilemas éticos restritos a regiões específicas do planeta, envolvendo de uma maneira global todos os conflitos que afetam as condições humanas de direito e de (sobre)vivência digna e equânime".

 

O Congresso da Abrasco, realizado em um ano extremamente importante para o futuro político do país, estimulou com as palestras, as mesas redondas, os debates e a interação entre os congressistas, reflexões e propostas que poderão ser incorporadas à agenda da Saúde, da Educação e da Ciência e Tecnologia dos novos governos que assumem em janeiro de 2023, seja Federal ou Estaduais, contribuindo - assim - para a reconstrução e o redirecionamento das políticas públicas relevantes e estratégicas para o Brasil, para brasileiras e brasileiros.