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"Equidade global já": é o clamor da OMS para lembrar o Dia Mundial da Aids neste mês de dezembro de 2022


O HIV continua sendo um importante problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Qual resposta optamos por dar a este enorme desafio para não correr o risco de perder o que já fizemos para reduzir este número? Esta é a principal pergunta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz neste 1o de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

 

De acordo com os dados divulgados pela entidade, dos 38 milhões de pessoas vivendo com HIV, 5,9 milhões que sabem que têm HIV não estão recebendo tratamento. Pior: outros 4 milhões de pessoas que vivem com HIV sequer ainda foram diagnosticadas.

 

E os números não param por aí: enquanto 76% dos adultos recebem tratamento antirretroviral que os ajudam a levar uma vida normal e saudável, apenas 52% das crianças soropositivas tiveram acesso a esse tratamento, em todo o mundo, em 2021. O levantamento também mostra que 70% das novas infecções por HIV ocorrem entre pessoas marginalizadas e muitas vezes criminalizadas.

 

Embora a transmissão tenha diminuído em geral na África, não houve declínio significativo entre os homens que fazem sexo com homens – um grupo populacional chave – nos últimos 10 anos.

 

Para Meg Doherty, Diretora dos programas de HIV, Hepatite e IST da OMS, “Não se deve negar às pessoas os serviços de HIV, não importa quem sejam ou onde vivam, se quisermos alcançar a saúde para todos”. E alerta: “Para acabar com a AIDS, precisamos acabar com as novas infecções entre crianças, acabar com a falta de acesso ao tratamento e acabar com as barreiras estruturais, o estigma e a discriminação contra populações-chave em todos os países o mais rapidamente possível.”

 

Em tempo

 

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) divulgou propostas para ações que combatam as desigualdades que contribuem para a perpetuação da Aids nas regiões mais vulneráveis do planeta. Acompanhe algumas delas:

 

- Aumento da disponibilidade, qualidade e adequação dos serviços para tratamento, testagem e prevenção do HIV, para que todas as pessoas sejam bem atendidas, independente de condição socioeconômica ou local onde moram;

- Reformulação de leis, políticas e práticas que superem o estigma e a discriminação experimentados pelas pessoas que vivem com HIV e AIDS e das populações marginalizadas, para que todas sejam respeitadas e acolhidas de forma igualitária, ética e respeitosa;

- Compartilhamento e acesso equânimes de tecnologias às comunidades carentes e de baixa e média renda de diferentes regiões dos países subdesenvolvidos e desenvolvidos, disponibilizando o melhor da ciência relacionada ao HIV a todas e todos, sem distinção.

 

 

Fontes: WHO/Unaids.org.br