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O drama humanitário da população Yanomâmis: crianças desnutridas e doentes são resgatadas em estado grave pelo MS

 

Quadros de desnutrição severa e casos de malária, encontrados por equipes do Ministério da Saúde (MS), comprovam o total abandono de crianças e adultos que vivem na terra Yanomâmis, maior reserva indígena do país, resultado de uma política omissa do Governo Bolsonaro, que incentivou a explosão e o avanço do garimpo ilegal em áreas demarcadas para os grupos originários, provocando não somente a contaminação e o desequilíbrio ambiental das matas e rios, mas colocando os indígenas sob risco grave de saúde com a exposição a várias doenças das quais eles não tinham contato.

 

Para Sônia Guajajara, ministra dos Povos Originários, a situação é inconcebível: "Um dado público é que nos últimos 4 anos, 570 pessoas Yanomâmis morreram decorrente da contaminação por mercúrio por conta do garimpo ilegal. Agora, na casa de atenção à saúde indígena, tem 715 indígenas Yanomâmis em desnutrição absurda”.

 

A equipe técnica do MS está na região desde segunda-feira, 16 de janeiro, realizando o atendimento e encaminhando as crianças Yanomâmis doentes e desnutridas para tratamento em Boa Vista (RR).

 

Neste sábado, 21 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajou para Roraima levando transporte e atendimento médico aos indígenas da região. Ao visitar um posto médico na zona rural de Boa Vista, Lula afirmou, indignado: "É desumano o que eu vi aqui. É preciso montar um plantão médico nas aldeias para que a gente possa cuidar deles lá". Lula anunciou que Governo tomará medidas para ajudar a população da região, entre elas, a melhoria do transporte que serve a região.

 

Nas redes sociais, o presidente declarou: "O Governo Federal, junto com os nossos ministros, atuará pela garantia da vida das crianças Yanomâmis”.

 

Em tempo

 

Um comitê formado para estar à frente do recém-criado Centro de Operações de Emergências, do Ministério da Saúde, irá "planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas a serem empregadas". Este comitê terá representantes dos ministérios dos Povos Indígenas, da Saúde, da Justiça e Desenvolvimento Social, que contarão, ainda, com apoio da Funai (Fundação Nacional do Povos Indígenas) e da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena).


 

Imagem no texto: G1

Imagem da home: Condisi-YY/Divulgação