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Em entrevista exclusiva, Dirceu Greco alerta para a importância de priorizar profissionais da educação na imunização contra Covid-19

“Nosso papel, de todos nós, como cidadãos, é pressionar as autoridades para que este descalabro que está sendo a resposta brasileira ao enfrentamento da Covid-19, possa ao menos ser mitigada ou revertida, apesar da pessoa irresponsável que atualmente ocupa o cargo de presidente do país.”

 

 

Esta foi uma das mensagens deixadas pelo presidente da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Dirceu Greco, em entrevista concedida ao programa Conexões, da Rádio UFMG Educativa, no último dia 3 de maio.

 

Greco, médico infectologista, professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e um dos vice-coordenadores do Comitê Internacional de Bioética da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), destacou a importância da imunização, falou sobre os grupos de pessoas com comorbidades e indicou problemas, como atrasos na entrega de doses das vacinas. Ratificou a necessidade de priorizar grupos ainda não incluídos em todas as cidades. “Um deles é o profissional de ensino, que deve entrar nessa prioridade. Se estamos pensando em abrir escolas, é importante cuidar da imunização das pessoas que as frequentam”, defendeu.

 

O presidente da SBB chamou a atenção para o fato de que as escolas tiveram um ano para se prepararem, estrutural e fisicamente para a abertura e retorno dos alunos, “mas nada fizeram, perdendo um tempo precioso, considerando que não apenas crianças e adolescentes estarão presentes às aulas, mas professores e todo o pessoal que atua nas instituições para o acolhimento dos alunos”.

 

Para Greco, a população deve lutar para ter o direito de receber a vacina contra Covid-19: “Tanto a Coronavac (Butantan) quanto a de Oxford/AstraZeneca (Fiocruz), ambas disponíveis no Brasil, são seguras e eficazes. Embora seja importante frisar que a grande maioria das vacinas não oferece imunidade completa, enfatizo que a eficácia dessas vacinas deve ser considerada a partir de pontos muito importantes e já comprovados, como a redução da mortalidade, a redução da ocorrência de casos graves e a diminuição de casos leves da doença”.

 

Para ouvir a entrevista, coordenada por Luiza Glória, clique abaixo:

 

Programa Conexões - Rádio UFMG Educativa