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Vacinação lenta, descaso com óbitos e aumento de casos. Este é o cenário do país, com mais de 450 mil perdas por Covid-19

 

Brasil chegou, neste 24 de maio de 2021, a superar a triste marca de 450 mil mortes por Covid-19 pela falta de ação e total omissão do governo federal no combate à pandemia. Foram mais de 840 óbitos nas últimas 24 horas.

A Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), integrante do grupo da Frente pela Vida, que reúne organizações da sociedade civil em defesa da Saúde no Brasil, se solidariza com todas e todos que perderam seus familiares e amigos em razão da inépcia dos governantes, que insistem no negacionismo frente a esta tragédia nacional, que poderia ter sido evitada se a ciência, a ética, a transparência e o fortalecimento do SUS fossem realmente considerados no combate à pandemia de Covid-19 desde seu início.

"No Brasil, a morosidade para vacinar rapidamente a população, a ausência de medidas que poderiam minimizar a transmissão do vírus, e o menosprezo por ações firmes, lúcidas e fundamentadas na ciência para o enfrentamento da pandemia, responsabilizam - sem qualquer dúvida - o governo federal pelo inaceitável crescimento no número de vidas perdidas, após 15 meses do início desse caos sanitário, político e social", afirmou Dirceu Greco, presidente da SBB.



A seguir, acompanhe a CARTA DA FRENTE PELA VIDA AO CONGRESSO NACIONAL, entregue neste 26 de maio de 2021 a parlamentares do Congresso Nacional:

Senhoras e senhores parlamentares do Congresso Nacional,

Inadmissivelmente chegamos nesta semana à triste marca de mais de 450 mil brasileiras e brasileiros mortos pela Covid-19. A desvalorização da vida e as desigualdades sociais serviram de terreno fértil para o vírus no Brasil. As populações vulnerabilizadas são as que mais morrem, além da rápida disseminação entre trabalhadoras e trabalhadores de serviços essenciais e informais, em meio à situação de esgotamento do setor saúde, exaustão de profissionais e da capacidade dos serviços em várias cidades.

Atravessamos o mês de abril com uma média móvel de cerca de 3.000 mortes diariamente. Com a adoção de medidas restritivas por prefeitos e governadores e avanço da vacinação nos grupos prioritários, e apesar da queda no mês de maio para cerca de 2.000, não pode ser naturalizado. Aponta-se ainda que, diante da inserção de novas variantes em solo nacional, o aumento dos casos diários e o relaxamento das medidas de isolamento indicam a possibilidade de uma situação ainda mais dramática nas próximas semanas com uma terceira onda.

 Mesmo com esse quadro de calamidade pública, o Governo Federal continua atuando na contramão da responsabilidade sociossanitária. Não há orientação quanto à absoluta necessidade de execução das medidas de prevenção e proteção social cientificamente embasadas. Ao contrário, incentivam-se atividades que levam a população a se expor a maior risco, dando exemplos negativos e estimulando aglomerações sociais e o não uso de máscaras, a exemplo do ato realizado no último domingo (23/05) junto ao general da ativa e ex-ministro Eduardo Pazuello e apoiadores no RJ, que ainda contou com flagrantes ataques à democracia.

Esse não foi um ato isolado. O governo Bolsonaro, ao longo da pandemia, operou uma estratégia institucional deliberada de disseminação do vírus pelo país com o intuito de atingir a tão propagada “imunidade de rebanho”. Ações relevantes de enfrentamento, que deveriam ter sido lideradas pelo governo federal, foram negadas, desconsideradas e/ou sabotadas pelo presidente Jair Bolsonaro. A ausência de coordenação nacional entre as esferas de governo, testes armazenados sem uso, recursos financeiros retidos e minimização do potencial letal da doença são alguns exemplos.

 



Acesse a íntegra da CARTA DA FRENTE PELA VIDA AO CONGRESSO NACIONAL


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